// Confusões em Hogwarts

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Eu preciso me iniciar, em algo novo. Eu sou algo místico, histérico, gracioso, obscuro, e intensivo demais pra você entender.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

BREVE

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Capítulo quatro

O plano

Lanna estava feliz.
Finalmente conseguiu sair da enfermaria.
Depois de Duas semanas, seu corpo não doía mais.
Andava pela escola livremente e geralmente acompanhada das amigas.
Com exceção de Vanessa. As duas ainda estavam brigadas.
Harry havia dado um tempo com Cho, desde que ela havia entregado a ‘Armada de Dumbledore’ a Umbrige.
Felizmente, Lanna se livrou do castigo porque estava na enfermaria.
Ele ficou uma semana tentando se comunicar com ela sem sucesso, já que sempre tinha um ‘Esquadrão de Amigas’ de Cho Chang dispostas a afastá-los.
O jeito foi marcar um encontro escondido.
Quando chegou ao seu destino, parou hesitante, na porta de entrada do Corujal e seu único pensamento era “o que ele quer comigo?”
Diversas coisas passaram na cabeça dela nesse meio tempo, algumas as fizeram corar, até que, finalmente, a curiosidade venceu a timidez e quando ela ia abrindo a porta, alguém do outro lado foi mais rápido, fazendo-a cambalear para trás.
Mas antes que fosse de encontro ao chão, Harry a segurou firmemente em seus braços e isso foi o suficiente pra ela reconhecer seu cheiro.
- Harry me desculpe! Eu... Me desequilibrei.
- Claro... Vive acontecendo com você, não é? – disse ele sem graça
– Queria conversar com você... Sobre o que houve...
- O que houve?
- Por favor, não se faça de desentendida, é difícil pra mim tocar nesse assunto... Eu te coloquei em perigo... Eu devia ter imaginado que ele iria colocar um espião aqui pra me vigiar... Devia ter imaginado que ele estava se referindo a você... – Sua voz falhou.
A culpa o consumia.
- Não, não! Tudo bem, eu tô bem, não me machuquei tanto...
- Eu fiquei aterrorizado! Encontrei com a Cho depois que te deixei. Foi aí que ela me disse que Diego tinha tido uma visão e... Você sabe o que ele viu.
- Sei.
- E... Sobre... – ele começou a tremer.
- Fala Harry, não me mate de curiosidade!
- O que você disse...
- O que foi que eu disse? - Perguntou assustada.
- Você não se lembra?
- Não... Só lembro de ter escutado um barulho, a dor, e o chão frio - e ela estremeceu com as lembranças.
- Me lembro de poucas coisas, e queria não me lembrar de nada!Harry notou o desconforto de Lanna, pelo ocorrido e mudou de assunto.
- Harry! Desculpe-me...
- Tudo bem Lanna.
- mas o que eu disse?
- Nada de importante... – mentiu ele.


Depois de algum tempo, os estudos aumentaram tanto que ela ficou sem tempo até para as amigas. Quase não conseguia falar com Lorenna, que sofria um problema horrível de indecisão.
Há quem diga que o amor e o ódio são sentimentos bem próximos.
Isso é meio que verdade e Lorenna sabe disso muito bem.
- Eu ainda quebro a cara desse garoto... Como... Como ele consegue ser tão... Tão... Tão mimado?Resmungou para as suas amigas, ao chegar ao pátio
- Que garoto?Perguntou a Vanessa com os pensamentos em Edward.
- Vanessa tá com a cabeça nas nuvens... Claro que a Lola tá falando do Malfoy – disse Emily, aparecendo ao lado delas.
- Não fala o nome desse garoto... Eu vou explodir de tanta raiva... Se ele aparecer!Mas ela foi interrompida por Vanessa que havia “voltado ao planeta Terra "
- amiga, o que ele fez dessa vez?
- Aposta quanto que é bobagem? - Disse Emily bem baixinho.
- EU OUVI ISSO E FIQUE A SENHORA SABENDO QUE NÃO É NENHUMA BOBAGEM! – berrou ela.
- Que negooço! Se acalme! E conta pra gente o que aconteceu... – continuou Emily quando viu que os olhos dela mudaram de cor.
- Aquele filho da mãe está espalhando por toda Hogwarts que A GENTE VOLTOU!
- Mas porque isso agora? - Perguntou a Vanessa prestando mais atenção a história
- Porque? – disse ironicamente.
Suas unhas iam crescendo espantosamente.
- Sei lá! – continuava ela - porque ele é um idiota, mimado, filhinho de papai, estúpido, arrogante, prepotente...
Parou de falar por um momento, vendo que Yukka se juntou as amigas.
- Falando de Draco Malfoy...
Ao falar o nome dele, fez cara de nojo.
- Antes do almoço? – continuou - Isso pode estragar o apetite! Lorenna está até com os olhos vermelhos... Aff... Espero que tenham um Bom dia meninas. - Disse a senhorita Kasaesu sentando ao lado de Vanessa.
- É eu também espero... Eu... Eu... Eu vou... É eu vou dar uma volta! A gente se vê mais tarde. - E Lorenna saiu toda apressada, reparando em sua transformação.
- O que aconteceu com ela? - Perguntou Brunna Gregorovitch curiosa.
- Malfoy andou inventando umas histórias com o nome dela do tipo “estamos juntos” – respondeu Yukka.
- Ah... Antes que eu esqueça... Lanninha meu amor - começou Yukka quando viu Lanna passar pelo corredor.
Tinha um sorriso malicioso no rosto.
- ...Tem alguém te esperando na biblioteca e se eu fosse você... Não o faria esperar mais!
Olhou para Vanessa que sorria para ela – mas a ignorou completamente – Então Olhou para Emily que estava com o mesmo sorriso.
Saiu correndo e foi direto ao encontro do seu amado
- Obrigada amiga - foi à única coisa que as outras conseguiram ouvir.
Afinal, Lanna estava se movendo tão depressa.
- Você sabe o que ele quer? – perguntou Vanessa a Yukka.
- Não, não - respondeu ela tentando mudar de assunto
- Mas e ai... Fiquei sabendo da sua “amizade colorida e repentina” com o Edward...
As duas continuaram conversando por um bom tempo.
Enquanto Lanna conseguia chegar à biblioteca.
- Eu... Demorei? – perguntou Lanna ao avistar Harry
- Demorou pra que? - Perguntou ele, confuso.
Rony e Hermione estavam com ele.
- Você não me chamou?
- Eu? – perguntou Harry chocado.
Rony abria a boca. Meio caído em cima da mesa olhado sem nenhum animo para um livro.
Hermione estava encostada na estante, lendo um livro.
Ela os espiava de rabo de olho.
- Esquece! – suspirou Lanna.
- Esqueci já! - Disse Harry sorrindo.
Deu meia volta para ir ao salão comunal.
Ela conseguiu entender a “armação” da Yukka.
- Er... Você tem um minuto? – perguntou ele de repente.
- Claro.
Os dois foram para um canto escondido da biblioteca, perto da seção proibida. O local era tão isolado que passou pela cabeça de Lanna que Harry iria agarrá-la ali.
E gostou da idéia. Mas não queria ter expectativas.
- É sobre o Malfoy. – começou ele
- Malfoy? – perguntou ela decepcionada.
- Ele está atormentando sua amiga não é?
- É.
- Ele está armando um plano para forçá-la a se casar com ele.
- Mas, como é que?
- Só está fazendo isso por causa do dinheiro dela.
- Mas, os Malfoy são ricos!
- Não são mais.
- Como assim? Você ficou louco?
- Desde a prisão de Lúcio, o Ministério vem os acusando de vários crimes, e obviamente, para não ser presa, Narcisa Malfoy usou a desculpa de que tinha um filho menor de idade para criar. O ministério de mãos atadas resolveu forçá-la a pagar multas. – Harry fez uma pausa para respirar.
Talvez estivesse esperando algum comentário por parte dela.
Infelizmente, Lanna estava chocada demais pra isso.
- Acontece que as multas foram tantas que os Malfoy estão à beira da falência. E para sair do buraco, Draco e a mãe pensaram em forjar um plano para forçar Lorenna ou Brenda se casar com ele.
- Brenda? Brenda Gregorovitch, minha prima? – perguntou chocada.
Harry confirmou.
Fizeram-se alguns minutos de silêncio.
Lanna estava tonta com o impacto da notícia.
Não respirava direito.
Não podia olhar para ele – tinha certeza de que não resistiria.
O corredor era apertado, e estava praticamente colada com Harry.
- Você está bem? – perguntou Harry.
Ela imaginou que deveria ter empalidecido ou corado.
Não saberia dizer.
- Eu... Estou. Acho... – respondeu ela pausadamente.
- Bem... Te contei porque você é minha amiga...
- E as duas são suas amigas... Então... Achei que deveria saber.
- Como descobriu isso? – ela ainda olhava para o chão.
- Eu e o Johnny Depp ouvimos uma conversa dele no corredor com Crabbe. – respondeu ele, sério.
Contemplou o piso por mais algum tempo e decidiu sair do ‘aperto’ sem olhar para Harry.
- Obrigada. – disse quando já estava saindo.
- Lanna.
Harry a agarrou pelo braço. E agora a encarava nos olhos.
Seu coração disparou.
Sabia que não iria agüentar por muito tempo.
Agora estava realmente tonta.
- Oi – disse ela.
Na verdade soou mais como um sussurro, já que sua voz falhou.
- Você, vai ficar bem? – perguntou Harry.
Tinha certeza de que ele examinava seu rosto.
- V-Vou... – gaguejou ela.
Podia sentir o perfume dele.
- Tem certeza? – perguntou ele novamente. – De que... Não precisa de nada?
Aproximou-se mais dela – se é que isso fosse possível.
Sua pele tocava na dele... Podia ver cada detalhe do seu rosto.
Sentiu Harry pegar em sua mão, e quase no mesmo momento, parou de sentir as pernas.
Sabia o que ia acontecer. E queria que acontecesse.
Fechou os olhos.
- Harry... – sussurrou.

Ouviu-se um estrondo. Os dois se afastaram assustados.
Um livro havia caído das mãos de Rony, que os contemplava.
- Ah. Desculpem. – disse ele.
Suas orelhas Super vermelhas.
- RONY! – recriminou Hermione, de olhos arregalados.
Ela havia corado. E Harry também.
- Er... Nós... Nós nos falamos depois Harry... Tchau gente! – disse Lanna.
E saiu correndo pelos corredores, como sempre fazia.
Será possível que sempre iria haver alguém para atrapalhar?
Mesmo ainda não sentindo suas pernas, decidiu procurar Lorenna e Brenda para conversar.
Precisava alerta-las sobre o plano podre de Malfoy.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Capitulo Três

O Seqüestro

Depois de algum tempo desacordada, Lanna despertou.
Onde estava?
O que havia acontecido?
Demorou um pouco até ela lembrar que a resposta-chave era Lord Voldemort.
Mas porque ela?
Afinal de contas, o mesmo estava atrás da namorada de Harry - Cho Chang – e mesmo nessa situação, pensar no nome dela lhe causava um profundo enjôo.
Será que ele havia mudado de idéia? E capturar um amigo dele?
Mas, porque ela?
Era apenas uma conhecida de Harry. Ele andava com Rony e Hermione.
Olhou ao redor.
Lanna estava em um quarto, sujo, velho, escuro, abandonado, mal cuidado...
... Ela tinha trocentos adjetivos para aquele lugar e nenhum era bom.
- Droga, onde será que está a minha varinha? – perguntou a si mesma. Começou a tatear pelo quarto mal iluminado,
Ela deveria estar lá, não é? – pensou ela. - Ou será que havia perdido?
Mas a sua busca foi interrompida por alguém pequeno e desconhecido.
Ele abriu a porta, deixou uma bandeja e saiu apressado.
Ela se aproximou com cuidado.
No prato tinha algo gosmento, que lhe embrulhava o estômago, do lado tinha um pão, que dificilmente ela conseguiria comer e no copo, demasiado sujo, diga-se de passagem, tinha cerveja amanteigada...
Era nojento olhar para “comida”.
Lanna preferiu continuar a procurar a sua varinha, revirou o quarto inteiro e NADA!
Era lógico que já a tinham tirado dela, a busca foi inútil.
Lanna não se deu convencida e continuou a busca incessante pela sua varinha, mesmo sabendo que não iria adiantar.
Depois de perceber mais uma vez que todo seu esforço era em vão, seu único refúgio foram às lágrimas.
Ela chorava, chorava como uma criança ao perder algo importante.
Suas lágrimas não eram de medo, mas sim pelo sentimento de inutilidade que sentia em relação a si mesma.
Mas logo se deu conta de que lágrimas não iam ajuda a sair de lá, então resolveu pensar em alguma forma eficaz de se livrar daquela situação. - Ok, onde será que estou? – recomeçou a pensar. E olhou em volta, como se algo naquele lugar fosse lhe dar a resposta. - Quem me trouxe até aqui? A segunda pergunta parecia tola e sem propósito, já que, no fundo ela sabia a resposta.
- Você também acredita nas teorias do garoto Potter? - perguntou uma voz sombria, desconhecida por Lanna e isso a fez prender a respiração e saltar de medo. - O que você quer comigo? – Gritou ela para o ar, já que não havia nada no quarto.
- Com você? Nada. E o Lord das Trevas abriu a porta deformada com um sorriso malicioso, fazendo com que a pobre garota tremesse da cabeça aos pés.
Tentou continuar com uma voz firme. - Então, o que eu estou fazendo aqui?- Pensei que fosse mais inteligente. – disse ele, ainda sorrindo - Você é apenas uma isca.
- Claro que tive a certeza que era isso. – respondeu em um tom ríspido – sei que não significo nada para você. Mas o Harry me disse...
- ‘Mas o Harry me disse’ – repetiu uma voz fina e irônica por trás de Voldemort.
E Belatrix surgiu com uma grande gargalhada estridente.
- Não deveria acreditar em tudo que o bebezinho Potter diz... – respondeu séria a Lanna.
Voldemort parecia ignorar sua presença.
- Ele realmente, deve ter visto e um dos seus sonhos, - continuou Voldemort - que eu pretendia seqüestrar sua namorada.
O sorriso ainda brilhava em seus lábios finos.
- Só tem um problema. – respondeu Lanna.
- E qual é bebezita? – perguntou Belatrix, voltando a sua voz infantil.
- Eu não significo nada para o Harry.
- Como não? – perguntou Lord Voldemort exaltado.
O sorriso sumiu.
- Ele namora Cho Chang. – enquanto falava, via o horror se transformando na face dos dois – Meu nome é Tailanna Rockfeller.
- Não é possível – sussurrou Voldemort.
- ME TROUXERAM A GAROTA ERRADA!
Explodiu ele de repente voltado para Belatrix.
Ela já havia caído no chão feito um bichinho assustado.
Lanna se encolhia na parede. Perguntava-se o que ele iria fazer.
- VOCÊ É TÃO INÚTIL ASSIM? – gritava com ela.
- O Craker, nos deu a informação... Ele disse que ela é a garota que Potter, mas anda! – disse Belatrix em pânico.
As lágrimas escorriam pelo rosto de Lanna novamente. Era Óbvio.
Ela iria morrer.
- Você... – começou Voldemort, voltado para ela.
Ele se aproximava devagar, com a varinha apontada para seu peito.
Seu coração começou a acelerar. Sua respiração estava ofegante.
- ...Nunca serviu para mim em nada. – terminou Voldemort.
Ela virou o rosto e fechou os olhos.
Sabia o que ele ia fazer, e não queria ver.
Curiosamente, nos segundos que lhe restava, pensou nas amigas.
Em Lorenna. Em como não conseguiu fazer as pazes com Vanessa, em como elas aprontavam.
E por último, em Harry, no quanto o amava... Ah Harry...
- Adeus Harry – foi seu ultimo pensamento.
Ouviu Voldemort falar um feitiço – que não reconheceu - e sentiu uma horrível dor em todo seu corpo. Logo caiu no duro chão.
A dor aumentava a cada segundo. Para que fingir? Começou a gritar.
Era como se todo seu corpo fosse esmagado e perfurado por espinhos. A dor era insuportável!
Podia ouvir as gargalhada de Belatrix e Voldemort com seu sofrimento.
Não conseguia mais respirar.
Pedia socorro mentalmente, sabendo que ninguém viria.
Não conseguia falar, sua garganta travou.
Abriu os olhos para encará-los.
A expressão de Voldemort era de prazer. Belatrix sorria como uma louca.
Lanna não conseguia mais gritar. Percebeu que tremia mais do que qualquer outra coisa que pudesse comparar.
Estava morrendo. Sentia sua visão ficar embasada. Estava sufocando.
Então ouviu um barulho enorme. Uma porta sendo arrombada. E a voz de Dumbledore.
E a dor cessou. Sentiu seu corpo parar de tremer, mas ainda não podia respirar. Seus pulmões doíam.
Conseguiu ver por trás de sua vista muito ruim, o Lord e Belatrix, desaparecerem no ar. Gemia de dor.
Seu corpo tentava respirar, em vão. Iria desmaiar.
- Ah meu Deus! Amiga! - gritou Lorenna de algum lugar distante - Vanessa corre aqui!
Não conseguia responder a elas.
- Lanna? O que fizeram com você? Lanna! - Gritou Harry ao entrar e vê-la no chão.
Assim que sentiu ele a agarrá-la pela cintura, sussurrou baixinho antes de perder os sentidos.
- Eu te amo...


Ouvia vozes conversando. Não conseguia identificar de quem.
Seu corpo doía, mas já havia melhorado em relação à dor inicial.
Abriu os olhos.
Reconhecia aquele teto. Estava na enfermaria de Hogwarts.
- Lanna! Lanna! Você acordou! – gritou Harry.
Não viu de onde ele saiu. Mas tinha se esquecido do quanto o sorriso dele era lindo.
- Você está bem? – perguntou ele, com cara de preocupado, segurando em sua mão.
Ela o admirou calada por alguns instantes, e logo após sorriu.
- Bem melhor agora.
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Capítulos Três e Quatro,
tiveram a colaboração de Paulla Casaes.
Obrigada Paulla.
Breve, Quinto Capítulo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Capítulo dois

A Aproximação

Vanessa havia prometido ao Edward não contar seu segredo a ninguém. Mas a desconfiança pairava na cabeça de suas amigas – de Lanna principalmente – ao vê-la tão próxima de um garoto que elas mal cumprimentavam.
De uma hora para outra Vanessa não fazia nada sem que Edward estivesse ao seu lado.
Ela sentava ao seu lado nas aulas e nas refeições.
Andava com ele pelos corredores.
Saiam juntos.
E até iam um na casa do outro.
Não tinha mais tempo para as amigas.
Após algum tempo, Edward teve que passar um fim de semana na casa dos pais, na América.
Uma de uma suas irmãs – Rosalie – teve um combate com outra vampira e saiu ferida.
Consequentemente deixou Vanessa sozinha.
Em uma tarde de sol quase todos os alunos estavam no pátio. Suas ex-amigas também estavam lá. Não só Lanna e Lorenna, mas quase todas as meninas que conhecia. Paulla Casaes, Emily Dias, Brunna e Brenda Gregorovitch, Marianna Tonks e outras mais. Todas conversavam entre si, como um bando de gralhas.
- Com licença? – perguntou ela. – Posso ficar aqui com vocês?
Todas pararam de falar e se viraram para ter certeza de que aquela voz era realmente dela. Elas a encararam por alguns segundos.
Segundos constrangedores.
- O pátio é público. – respondeu Paulla friamente.
- Valeu. – agradeceu Vanessa
Assim que ela se sentou no banco, Lorenna levantou-se.
- Qual é a sua em Vanessa? – perguntou ela ironicamente.
- Como assim?
- Onde está o Edward? – perguntou Lanna.
A raiva estava clara no seu tom de voz.
- Ele... Teve que ir ver a irmã...
- Então é por isso que você está aqui? Porque ele foi embora?
- Não é bem assim... É que...
- COMO NÃO É ASSIM? - Berrou Lanna.
O ódio pulsava em suas veias.
- Você ficou aprofundada em sua grande ‘relação’ com o Sr. Cullen e nos ignorou! Nos ignorou por quase TRÊS SEMANAS!
As lágrimas de ódio lavavam seu rosto.
As limpava com tanta força que seu rosto moreno já estava vermelho.
Cerca de três minutos se passaram até alguém falar algo.
- Sou sua amiga desde o primeiro dia aqui. – continuou em baixo tom – eu não merecia ser trocada tão facilmente...
- Lanna eu... – Começou Vanessa. – Eu não tenho culpa se vocês estam com inveja de mim! - Disse para a supresa geral.
- Nós? Com inveja... É isso que você realmente acha?
- É sim. – respondeu ela séria.
Lanna balançou a cabeça negativamente.
Agora não se importava mais... Deixava as lágrimas caírem.
- Eu não quero mais falar com você. – começou ela
Olhava para o chão com desgosto.
– Eu não te conheço mais. Por favor, finja que nunca me conheceu, ok? – pediu a ela.
E correu para o salão comunal, sem falar com ninguém.
Talvez correndo, a dor aliviasse.
Assim que passou pela mulher gorda, bateu em alguma coisa e caiu.
Era dura, mas também era macia.
Sentou-se para ver em que tinha batido.
E ficou supresa por encontrar Harry Potter sentado no chão, com uma das mãos na cabeça.
- Ah, me-me desculpe Harry. – gaguejou ela levantando-se.
- Mas o que aconteceu? Você tá fugindo da policia? – perguntou ele levantando, sem entender.
- Ah... Não foi nada. – respondeu ela.
Foi quando ele percebeu que ela limpava lágrimas do rosto.
- Lanna... É sério, o que aconteceu?
- Nada, foi só uma briga com Vanessa.
- Não fica assim não pô. – consolou ele.
E pegou em sua mão.
Ela simplesmente parou de respirar.
- Ano passado eu briguei com o Rony – disse em um tom carinhoso – E vai passar, pode acreditar!
- Obrigada Harry. – soluçou ela – Você é um grande amigo para mim.
E ele a abraçou de lado.
Seu coração saltou.
Seu estômago embrulhou.
Seu corpo petrificou.
E Lanna fez questão de puxar todo ar que conseguiu, só para ter a certeza de que não iria desmaiar.
Queria guardar aquele momento em sua memória de todas as maneiras possíveis!
Desde a iluminação do salão, até o cheiro agradável que saia de Harry.
Era um perfume que não conhecia, mas o melhor que havia sentido!
Ficaram ali por quase trinta segundos.
Os trintas segundos mais rápidos de sua vida!
E durante esse tempo, só ficou ali, sem falar nada.
Aninhada nos braços de Harry, sentindo o coração dele bater.
- Harry? – perguntou uma voz conhecida.
E imediatamente eles se separam.
Lanna reconheceu na hora a voz de Cho Chang.
- Cho! – chocou-se Harry.
Ao olhá-lo Lanna descobriu que ele estava vermelho.
- Eu – eu, só estava... – gaguejava Harry.
- Eu vim te chamar pra sair. – falou Cho, séria.
Dava para perceber que ela estava impaciente.
- Ah, claro! Eu tenho que ir Lanna. – disse antes de desaparecer com Cho pela porta.
Tinha durado tão pouco.
Estava sozinha novamente.
Foi para o quarto se deitar um pouco, ficou se lembrando da cena com Harry para tentar curar a ferida de Vanessa.
Iria trocar uma dor pela outra?
Talvez.
Emily Dias e Lorenna foram lá tentar consola-la, mas foi em vão.
O buraco em seu peito já estava aberto. Harry nunca iria lhe amar.
E ninguém iria substituir Vanessa.
Ela sabia que era teimosa e que se tomasse uma decisão não voltaria atrás.
E tomou.
Continuaria a fingir sentir apenas amizade por Harry. Pelo menos estaria ao lado dele.
Quanto a Vanessa...
...As seriam duas estranhas agora.
Passariam no mesmo corredor, sem dizer uma palavra.
Ignorariam a presença uma da outra.
Lanna sabia que ela lhe faria uma falta enorme!
Mas... A vida continuava.

Depois de um mês, parecia que poucas coisas haviam mudado.
Harry continuava com Cho Chang.
Vanessa continuava com Edward Cullen.
Lorenna continuava com Jacob Black.
E Lanna continuava sozinha.
Costumava alimentar sua solidão na biblioteca no fim de semana, ou no salão comunal durante a madrugada.
Suas poucas oportunidades de estar acompanhada era quando ela e um grupo de alunos se reuniam numa sala secreta de Hogwarts para aprender com Harry, Defesa contra as artes das Trevas.
Eram chamados de Armada de Dumbledore. A novidade da escola!
Foram obrigados a chegar nesse ponto, já que o Ministério da Magia mandou para ensinar, uma professora louca e cruel, que gosta de castigar os alunos e dar aulas teóricas, sem o uso da varinha.
Tudo porque o Ministro não acredita que Lord Voldemort, retornou.
E nos tempos em que estamos, é quase suicídio, não aprender a se defender.
No começo das aulas, Cho sempre era carinhosa com Harry. O que obrigava Lanna a disfarçar o ciúme.
Mas ao decorrer do ensino, Cho não conseguia disfarçá-lo e fechava a cara pro lado de Harry sempre que ele chegava perto de Lanna.
Depois que as explosões dela começaram a ficar freqüentes, ficou claro para todos que os dois estavam em crise.
Seria mentira dizer que Lanna ficou triste com isso.
Na verdade era muito bom. Já que sempre que eles brigavam, Harry vinha falar com ela.
Por algum motivo, ele achava que Lanna sabia ‘explicar’ as mulheres melhor que Hermione. E ela explicava mesmo, tudo que ele lhe perguntava.
Mesmo que fosse da Cho.
Consequentemente, ele acabava passando mais tempo com Lanna, do que com a namorada. No fim, a confusão do relacionamento dele, acabou aproximando os dois.
Lanna chegou a achar que ele poderia finalmente vê-la como mulher.
Mas a esperança dela chegou ao fim quando em um fim de semana de chuva, Harry chegou à biblioteca todo encharcado.
Parecia perturbado.
- Lanna? Você... Viu... Rony? Hermione? – ofegou ele.
- Harry, mas o que houve? – perguntou Lanna levantando-se.
Ele tremia da cabeça aos pés.
- Voldemort... – disse ele.
Foi a única palavra necessária para fazer Lanna se arrepiar completamente.
- Ah meu Deus. – começou ela, olhando para o chão. – Harry, eu vi quando Rony saiu. Ele foi para o casamento de um dos parentes dele. E Hermione viajou para visitar Vitor Krum na Bulgária...
Harry se desesperou.
- E agora? O que vamos fazer?
- Harry Potter! O que está acontecendo? – perguntou, de novo, impaciente.
- Eu vi Lanna...
- Viu o quê? – perguntou ela novamente.
- Ele... Dizia que ia seqüestrar minha namorada! Ele vai pegar a Cho!
A verdade, é que seria conveniente para Lanna que Cho sumisse do mapa. Mas ela não era esse tipo de pessoa.
- Já falou com Prof. Dumbledore?
- Ele não está! A Umbrige nunca vai acreditar em mim. Nenhum professor vai acreditar em mim!
- Onde está a Cho?
- Ela sumiu. – respondeu ele preocupado.
Qualquer um podia ver que ele tentava esconder as lágrimas.
Não podia negar que ele ainda era apaixonado por ela.
- O que eu puder fazer pra ajudar, Harry... – disse Lanna.
Estava claro que ela estava triste.
- Tenho que procurar a Cho...
- Quer que eu vá com você?
- Não! Não precisa Lanna... Mas se você a vir...
- Claro... Falo que você está arrancado os cabelos atrás dela.
- Obrigada. – agradeceu antes de sair.
Aquela preocupação dele acabou com ela.
Não conseguiu se mecher por algum tempo, imaginando a alegria dele ao vê-la novamente.
Aquela felicidade a incomodava.
Virou-se lentamente para a porta e passou a procurar Cho pelo resto do dia.
Sentia-se como uma idiota. Procurando pela namorada do garoto que ela amava... Que ironia.
Aproveitou que quase todos estavam em Hogsmede e foi procurar por lá também. E depois que rodou a cidade toda, decidiu descançar um pouco.
Sentou-se numa rocha. Ao fundo dava até pra ver a casa dos gritos.
Ficou ali por um tempo, pensando em Harry...
...Até molhado ele era bonito. Ouviu um barulho as suas costas.
Sacou a varinha e virou-se assustada para ver quem era, mas já era tarde.
A única coisa que conseguiu ver foi um grande flash de luz vermelha, antes de desmaiar no chão frio e molhado.

sábado, 29 de novembro de 2008

Capítulo um

Edward Cullen

Vanessa chorava baixinho. Com uma das mãos sobre a face, encarava o vidro da janela aterrorizada, como se estivesse vendo a morte. E de certa forma ela tinha visto mesmo. Havia perdido o namorado Cedrico Diggory a cerca de quatro meses e a história ainda mechia com ela. Não conseguia conter as lágrimas sempre que a imagem dele vinha em sua mente. Depois de muito tempo de silêncio absoluto no vagão do trem, ela limpou o rosto e decidiu virar-se para ver o que as amigas faziam.
Lorenna – ao contrário dela – parecia bem contente. Simplesmente se divertia fazendo uma pena branca, flutuar. Estava tão concentrada que qualquer um poderia dizer que estava assistindo a uma aula.
Já Lanna, estava sentada visivelmente desconfortável, com as pernas dobradas no banco, meio escorada na janela. E no momento que decidiu não acorda-la, Lorenna soltou uma espécie de grito misturado com rosnado.
- Poooxaa!
A pena havia caído.
Vanessa limitou-se a dar-lhe um olhar decepcionado a ela, antes de virar-se para Lanna novamente.
- Ôh amiga, Lola te acordou não foi?
- Não, não. Eu já estava acordada, só estava de olhos fechados.
Lorenna resmungava baixinho, parecia até que algo a havia magoado.
- Você tá melhor Nêssa? – perguntou Lanna ignorando-a
- Tô sim amiga, não se preocupa não. Eu estou me recuperando muito rápido. Eu só tenho essas crises quando eu lembro dele.
- Mas que m...
Gritou Lorenna de repente.
- O que foi agora? – perguntou Lanna impaciente
- Agora a pena não quer mais voar! - As três se encaram por algum tempo, até se estourarem em risadas. Lorennna realmente não tinha jeito!
- Com licença?
Perguntou Harry Potter na porta do vagão.
- Harry! Como vai? – perguntou Vanessa
Enquanto Lanna sentia seu coração queimar em seu peito e seu fígado dar voltas de 180 graus.
- Bem, obrigado. – respondeu ele com simplicidade.
- O - Oi Harry. – Gaguejou Lanna.
- Er... Oi. Bem, eu só vim para avisar que já estamos chegando, e que a prof.ª Minerva mandou todos vestirem a farda.
- Ah. Obrigada. – respondeu ela timidamente.
E Harry sorriu, logo antes de desaparecer pelo corredor.
- Deveria se declarar. – Queixou – se Lorenna.
- Ah, não comece.
- Estou falando sério. Acho que ele gosta de você.
- Eu também acho. – concordou Vanessa.
- Não sejam ridículas! Vocês sabem que ele namora a Cho Chang. – protestou Lanna.
- Mas isso não significa que ele não possa gostar de você! – argumentou Lorenna.
- Vocês piraram, só pode. O Harry é meu vizinho há dez anos! Vocês não acham que se ele sentisse qualquer coisa por mim, ele já não teria dito?
- Vai ver ele tímido como você. – respondeu Vanessa.
- E além do mais, se ele te desse 100 sinais, você não veria nenhum!
E mais uma vez Lorenna fez todas se acabarem de rir.
Não demorou muito para todas chegarem a Hogwarts.
Elas se separaram e cada uma foi com uma turminha de suas casas. Geralmente na saída do trem, era um inferno. Vanessa saiu sem saber para onde as amigas tinham ido. Subiu na carruagem, levada pelos trestálios, com um grupinho de meninas afobadas, e suspeitava que elas falavam de algum garoto. Decidiu então sentar-se ao lado de uma menina mais ‘normal’.
Ela era gordinha, mas muito bonita. E ela a reconheceu como Izabella Galiza.
A verdade é que ela só a conhecia porque ela era da sua mesma sala e só sabia seu nome porque ela era sobrinha do Ministro da Magia.
- Oi Vanessa.
- Oi Bella – respondeu sem graça, tentando retribuir o sorriso dela com mesmo entusiasmo.
Poderia continuar a conversa, mas ela preferiu ficar quieta e admirar o céu. Não pôde deixar de ouvir a insistência de um aluno para ir em outra carruagem.
- Não pode fazer nada? Por favor, eu vou de qualquer outra forma! – dizia ele. Sua voz era baixa e cativante, como de uma nota musical.
- Entre logo aí, garoto! – gritou Hagrid.
Sentiu então, alguém sentar ao seu lado e automaticamente virou-se para ver quem era.
Era o garoto que reclamava. E Vanessa ficou abismada com sua beleza.
Ele era alto, com o cabelo desalinhado e arrepiado, cor de bronze. E tinha o rosto tão perfeito que chegava a ser irreal.
Se qualquer um lhe disse-se que ele era um anjo, ela acreditaria sem questionar. Consequentemente, agora ela sabia de quem as meninas estavam falando. Contudo, ele parecia desconfortável. Estava inclinado para longe dela, sentado na ponta do banco.
Desviava o rosto como se senti-se algum fedor.

A carruagem corria pela estrada de terra, e Vanessa não conseguia deixar de espiar-lo de vez em quando.
Durante todo o percurso ele não relaxou nem um minuto. Com uma postura super correta, ele nem parecia respirar.
Vestia um casaco preto com o símbolo da Lufa-lufa, e o contraste da roupa com sua pele era inacreditável!
Já que ele era pálido como o giz.
Assim que a carruagem parou, Vanessa levantou sem olhar para ele com a intenção de sair primeiro. Mas quando ela colocou os pés no chão ele já estava a quase meio metro de distância, caminhando pela estrada com outros meninos, provavelmente seus amigos.
Isabella desceu graciosamente da carruagem e a acompanhava pela estrada. Foi quando Vanessa decidiu perguntar ‘inocentemente’ se ela sabia quem ele era.
- Então Bella... E o seu namoro com o Justin Timberlake?
- Ah. Nós terminamos.
- Nossa. Que chato.
- É. Mas eu nem gostava dele tanto assim, ele que gostava de se aproveitar da minha fama de ‘Sobrinha do Ministro’.
- Hum...
Ela começava a se aproximar do castelo de Hogwarts agora.
- Bella. Você conhece aquele rapaz? – perguntou ela, apontando para as costas inexpressivas dele.
- Hum, claro. É o Edward Cullen.
- Edward... – repetiu pensativa.
- È. Ele causa esse efeito nas garotas.
- Eu... Eu nunca o vi antes.
- Simples. Você nunca o viu porque ele é quinto ano desde quando nós entramos em Hogwarts pela primeira vez.
- Mas... Isso não é possível!
- Acredite, eu não estou mentindo pra você. Ele não envelhece Vanessa. Nem tenho certeza se ele é humano... A quem diga que ele estuda aqui a mais de cinqüenta anos! Como uma espécie de Protetor da Escola, entende?
E depois disso, as duas se calaram. Vanessa tentava digerir a informação.
Seria ele realmente um anjo?
Anotando mentalmente para perguntar ao vidente Diego Pascoal, ela abandonou Isabella no meio do caminho e agora subia correndo as escadas do castelo para encontrar as amigas.
Atravessou o salão, ainda em alta velocidade, e para a supresa de todos parou na mesa da Grifinória.
- Lanna... Faz tempo que chegou? – perguntou ofegante, à amiga.
- Não. Aconteceu alguma coisa Vanessa?
- Cadê Lola?
- Ela foi ao banheiro com as ‘sonsas’ – disse com desdém.
Ninguém gostava muito das meninas da Sonserina.
- Ah.
- O que houve veey?
- Depois te conto. – disse por fim.
Deu as costas e se dirigiu para a mesa da Lufa-lufa decepcionada com o número de pessoas ao redor da amiga.
Precisava saber se aquilo era verdade.Não sabia o que tinha dado nela. Nunca foi curiosa.
Durante o jantar, não conseguiu nem comer direito.
Será que o Edward não queria subir na carruagem por causa dela?
Não.
Era muita prepotência da parte dela pensar isso.
Só existiam duas pessoas que ela sabia que poderiam confirmar o que Isabella disse.
Uma era o próprio Edward, a outra era Diego Pascoal.
No dia seguinte, a primeira coisa que fez ao acordar foi procurar Diego.
- Então. Você sabe se isso é verdade?
- Se ele não é humano? – perguntou o garoto.
Ele tinha uma magreza anormal, e olhos profundos.
- Sim. – respondeu ela
Ele fechou os olhos, respirou fundo.
Demorou alguns segundos para que ele respondesse.
- O garoto que você fala. – começou ele ainda de olhos fechados. – O tal do Edward Cullen. Ele realmente não é humano.
- Não? – repetiu Vanessa, abismada.
- Não. Mas, ele foi um dia.
- Como assim?
- Ele foi... Foi mordido por um vampiro em 1918.
Disse por fim abrindo os olhos.
Sua expressão não mudou nem por um segundo.
- Então...
- Ele é um vampiro.Não era mais uma dúvida, ou curiosidade.
Existia um vampiro entre todos na escola.
E agora existia o dilema.
Ela guardava esse segredo para ela, ou contava a alguém?
Na hora do almoço sentou-se na mesa da Sonserina apenas para conversar com Lorenna.
- Então Lola. Eu preciso conversar com alguém – começava a falar, acanhada com os olhares. A maioria dos sonserinos odiava os nascidos trouxas.
Quase todos a observavam com cara feia.
- Pode falar amiga, eu estou ouvindo. – respondeu Lorenna.
- Eu, vi um garoto aqui na escola...
- Ora, ora quem aparece por aqui... – começou Draco Malfoy. Ele chegava à mesa acompanhado por Crabbe e Justin, e tinha uma espressão de nojo na face.
- Vanessa Rodrigues. A segunda pior Sangue-Ruim da escola. É, porque ninguém supera a Granger.
- Cala a boca Malfoy. – respondeu Lorenna levantando-se.
- Me admira você Rodríguez, se associando com gente desse tipo...
- Já mandei calar a boca!
- E o que você perdeu na mesa da Sonserina mesmo?
- Já chega Malfoy! – gritou Vanessa para supresa geral - Trouxa ou não eu sou uma aluna de Hogwarts como qualquer outra e posso sentar aonde eu quiser! E agora, eu que não quero sentar aqui na sua presença.
Levantou-se, deu as costas e se retirou indignada.
- Você é um porco sabia? – gritou Lorenna para ele.
- Sério? Até ano passado você queria acasalar comigo então... – respondeu ele. Lorenna, não mecheu um músculo, mas toda mesa da Sonserina se acabava de rir.
Pegou então, um copo com suco de abóbora e jogou na face de Draco.
- Vê se cresce. – disse por fim, saindo da mesa também.
Agora todos gargalhavam dele.

Vanessa estava sentada em uma das pilastras dos corredores de Hogwarts fazendo o dever de História da magia. Lutava comsigo mesma para não lembrar da imagem de Edward.
- Eu sei. – disse alguém ao seu lado.
Ela sentiu um arrepio descer sua espinha.
Sabia muito bem de quem era aquela voz de nota musical.
Olhou para ele, com medo de não conseguir falar diante de sua beleza.
- Eu sei que você sabe. – repetiu ele.
- Sabe? – chocou-se ela (se é que fosse possível se abismar mais!)
- Vim perguntar o que você quer para não falar a ninguém.
- V-Você não vai me... Matar? – perguntou ainda com medo.
Não conseguia respirar.
- Nunca matei ninguém.
- Como não? Você é... Você, prescisa de sangue para viver.
- Caço animais. Nunca matei ninguém. – repetiu ele.
- Quantos anos você tem? – perguntou ela.
Nem ela mesma entendeu porque estava perguntando aquilo.
- Dezessete.
- E há quantos anos tem dezessete?
Pela primeira vez, sua expressão mudou.
Ele apertou os olhos, e a olhou de cima abaixo.
Parecia tentar ler seus olhos.
- Há muitos anos. – respondeu ele depois de algum tempo.
E outra vez o silêncio os emplacou.
- Você me olha de um jeito estranho... – recomeçou ela.
- Como assim?
- Como se esforçasse para me ouvir... De alguma outra forma.
Ele sorriu. Do nada, começou a andar, e a deixou lá.
Depois de um tempo sentada vendo-o lá na frente, ele virou-se e fez um gesto com a cabeça que ela imediatamente entendeu.
Levantou-se depressa, pegou o caderno e correu para perto dele.
Os dois começaram a andar calmamente pelo pátio.
- Acho que descobriu outro segredo meu.
- Qual?
- Alguns vampiros têm uma espécie de poder especial.
- Sério? – perguntou.
Ela se sentia como se estivesse em um filme.
- O meu é ler o que as pessoas pensam.
- E o que eu estou pensando agora?
- Incrivelmente, não consigo ler seus pensamentos.
- Por quê?
- Não sei. Mas aquele garoto, por exemplo... – disse apontando para um menino que os olhava de cara fechada.
Era tão pequeno que devia ser no máximo do segundo ano.
- Ele gosta de você. Está com ciúme de mim.
Vanessa sorriu.
Ela já sabia daquilo.
Estava claro que uma grande amizade, estava nascendo entre os dois.