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Eu preciso me iniciar, em algo novo. Eu sou algo místico, histérico, gracioso, obscuro, e intensivo demais pra você entender.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Capítulo dois

A Aproximação

Vanessa havia prometido ao Edward não contar seu segredo a ninguém. Mas a desconfiança pairava na cabeça de suas amigas – de Lanna principalmente – ao vê-la tão próxima de um garoto que elas mal cumprimentavam.
De uma hora para outra Vanessa não fazia nada sem que Edward estivesse ao seu lado.
Ela sentava ao seu lado nas aulas e nas refeições.
Andava com ele pelos corredores.
Saiam juntos.
E até iam um na casa do outro.
Não tinha mais tempo para as amigas.
Após algum tempo, Edward teve que passar um fim de semana na casa dos pais, na América.
Uma de uma suas irmãs – Rosalie – teve um combate com outra vampira e saiu ferida.
Consequentemente deixou Vanessa sozinha.
Em uma tarde de sol quase todos os alunos estavam no pátio. Suas ex-amigas também estavam lá. Não só Lanna e Lorenna, mas quase todas as meninas que conhecia. Paulla Casaes, Emily Dias, Brunna e Brenda Gregorovitch, Marianna Tonks e outras mais. Todas conversavam entre si, como um bando de gralhas.
- Com licença? – perguntou ela. – Posso ficar aqui com vocês?
Todas pararam de falar e se viraram para ter certeza de que aquela voz era realmente dela. Elas a encararam por alguns segundos.
Segundos constrangedores.
- O pátio é público. – respondeu Paulla friamente.
- Valeu. – agradeceu Vanessa
Assim que ela se sentou no banco, Lorenna levantou-se.
- Qual é a sua em Vanessa? – perguntou ela ironicamente.
- Como assim?
- Onde está o Edward? – perguntou Lanna.
A raiva estava clara no seu tom de voz.
- Ele... Teve que ir ver a irmã...
- Então é por isso que você está aqui? Porque ele foi embora?
- Não é bem assim... É que...
- COMO NÃO É ASSIM? - Berrou Lanna.
O ódio pulsava em suas veias.
- Você ficou aprofundada em sua grande ‘relação’ com o Sr. Cullen e nos ignorou! Nos ignorou por quase TRÊS SEMANAS!
As lágrimas de ódio lavavam seu rosto.
As limpava com tanta força que seu rosto moreno já estava vermelho.
Cerca de três minutos se passaram até alguém falar algo.
- Sou sua amiga desde o primeiro dia aqui. – continuou em baixo tom – eu não merecia ser trocada tão facilmente...
- Lanna eu... – Começou Vanessa. – Eu não tenho culpa se vocês estam com inveja de mim! - Disse para a supresa geral.
- Nós? Com inveja... É isso que você realmente acha?
- É sim. – respondeu ela séria.
Lanna balançou a cabeça negativamente.
Agora não se importava mais... Deixava as lágrimas caírem.
- Eu não quero mais falar com você. – começou ela
Olhava para o chão com desgosto.
– Eu não te conheço mais. Por favor, finja que nunca me conheceu, ok? – pediu a ela.
E correu para o salão comunal, sem falar com ninguém.
Talvez correndo, a dor aliviasse.
Assim que passou pela mulher gorda, bateu em alguma coisa e caiu.
Era dura, mas também era macia.
Sentou-se para ver em que tinha batido.
E ficou supresa por encontrar Harry Potter sentado no chão, com uma das mãos na cabeça.
- Ah, me-me desculpe Harry. – gaguejou ela levantando-se.
- Mas o que aconteceu? Você tá fugindo da policia? – perguntou ele levantando, sem entender.
- Ah... Não foi nada. – respondeu ela.
Foi quando ele percebeu que ela limpava lágrimas do rosto.
- Lanna... É sério, o que aconteceu?
- Nada, foi só uma briga com Vanessa.
- Não fica assim não pô. – consolou ele.
E pegou em sua mão.
Ela simplesmente parou de respirar.
- Ano passado eu briguei com o Rony – disse em um tom carinhoso – E vai passar, pode acreditar!
- Obrigada Harry. – soluçou ela – Você é um grande amigo para mim.
E ele a abraçou de lado.
Seu coração saltou.
Seu estômago embrulhou.
Seu corpo petrificou.
E Lanna fez questão de puxar todo ar que conseguiu, só para ter a certeza de que não iria desmaiar.
Queria guardar aquele momento em sua memória de todas as maneiras possíveis!
Desde a iluminação do salão, até o cheiro agradável que saia de Harry.
Era um perfume que não conhecia, mas o melhor que havia sentido!
Ficaram ali por quase trinta segundos.
Os trintas segundos mais rápidos de sua vida!
E durante esse tempo, só ficou ali, sem falar nada.
Aninhada nos braços de Harry, sentindo o coração dele bater.
- Harry? – perguntou uma voz conhecida.
E imediatamente eles se separam.
Lanna reconheceu na hora a voz de Cho Chang.
- Cho! – chocou-se Harry.
Ao olhá-lo Lanna descobriu que ele estava vermelho.
- Eu – eu, só estava... – gaguejava Harry.
- Eu vim te chamar pra sair. – falou Cho, séria.
Dava para perceber que ela estava impaciente.
- Ah, claro! Eu tenho que ir Lanna. – disse antes de desaparecer com Cho pela porta.
Tinha durado tão pouco.
Estava sozinha novamente.
Foi para o quarto se deitar um pouco, ficou se lembrando da cena com Harry para tentar curar a ferida de Vanessa.
Iria trocar uma dor pela outra?
Talvez.
Emily Dias e Lorenna foram lá tentar consola-la, mas foi em vão.
O buraco em seu peito já estava aberto. Harry nunca iria lhe amar.
E ninguém iria substituir Vanessa.
Ela sabia que era teimosa e que se tomasse uma decisão não voltaria atrás.
E tomou.
Continuaria a fingir sentir apenas amizade por Harry. Pelo menos estaria ao lado dele.
Quanto a Vanessa...
...As seriam duas estranhas agora.
Passariam no mesmo corredor, sem dizer uma palavra.
Ignorariam a presença uma da outra.
Lanna sabia que ela lhe faria uma falta enorme!
Mas... A vida continuava.

Depois de um mês, parecia que poucas coisas haviam mudado.
Harry continuava com Cho Chang.
Vanessa continuava com Edward Cullen.
Lorenna continuava com Jacob Black.
E Lanna continuava sozinha.
Costumava alimentar sua solidão na biblioteca no fim de semana, ou no salão comunal durante a madrugada.
Suas poucas oportunidades de estar acompanhada era quando ela e um grupo de alunos se reuniam numa sala secreta de Hogwarts para aprender com Harry, Defesa contra as artes das Trevas.
Eram chamados de Armada de Dumbledore. A novidade da escola!
Foram obrigados a chegar nesse ponto, já que o Ministério da Magia mandou para ensinar, uma professora louca e cruel, que gosta de castigar os alunos e dar aulas teóricas, sem o uso da varinha.
Tudo porque o Ministro não acredita que Lord Voldemort, retornou.
E nos tempos em que estamos, é quase suicídio, não aprender a se defender.
No começo das aulas, Cho sempre era carinhosa com Harry. O que obrigava Lanna a disfarçar o ciúme.
Mas ao decorrer do ensino, Cho não conseguia disfarçá-lo e fechava a cara pro lado de Harry sempre que ele chegava perto de Lanna.
Depois que as explosões dela começaram a ficar freqüentes, ficou claro para todos que os dois estavam em crise.
Seria mentira dizer que Lanna ficou triste com isso.
Na verdade era muito bom. Já que sempre que eles brigavam, Harry vinha falar com ela.
Por algum motivo, ele achava que Lanna sabia ‘explicar’ as mulheres melhor que Hermione. E ela explicava mesmo, tudo que ele lhe perguntava.
Mesmo que fosse da Cho.
Consequentemente, ele acabava passando mais tempo com Lanna, do que com a namorada. No fim, a confusão do relacionamento dele, acabou aproximando os dois.
Lanna chegou a achar que ele poderia finalmente vê-la como mulher.
Mas a esperança dela chegou ao fim quando em um fim de semana de chuva, Harry chegou à biblioteca todo encharcado.
Parecia perturbado.
- Lanna? Você... Viu... Rony? Hermione? – ofegou ele.
- Harry, mas o que houve? – perguntou Lanna levantando-se.
Ele tremia da cabeça aos pés.
- Voldemort... – disse ele.
Foi a única palavra necessária para fazer Lanna se arrepiar completamente.
- Ah meu Deus. – começou ela, olhando para o chão. – Harry, eu vi quando Rony saiu. Ele foi para o casamento de um dos parentes dele. E Hermione viajou para visitar Vitor Krum na Bulgária...
Harry se desesperou.
- E agora? O que vamos fazer?
- Harry Potter! O que está acontecendo? – perguntou, de novo, impaciente.
- Eu vi Lanna...
- Viu o quê? – perguntou ela novamente.
- Ele... Dizia que ia seqüestrar minha namorada! Ele vai pegar a Cho!
A verdade, é que seria conveniente para Lanna que Cho sumisse do mapa. Mas ela não era esse tipo de pessoa.
- Já falou com Prof. Dumbledore?
- Ele não está! A Umbrige nunca vai acreditar em mim. Nenhum professor vai acreditar em mim!
- Onde está a Cho?
- Ela sumiu. – respondeu ele preocupado.
Qualquer um podia ver que ele tentava esconder as lágrimas.
Não podia negar que ele ainda era apaixonado por ela.
- O que eu puder fazer pra ajudar, Harry... – disse Lanna.
Estava claro que ela estava triste.
- Tenho que procurar a Cho...
- Quer que eu vá com você?
- Não! Não precisa Lanna... Mas se você a vir...
- Claro... Falo que você está arrancado os cabelos atrás dela.
- Obrigada. – agradeceu antes de sair.
Aquela preocupação dele acabou com ela.
Não conseguiu se mecher por algum tempo, imaginando a alegria dele ao vê-la novamente.
Aquela felicidade a incomodava.
Virou-se lentamente para a porta e passou a procurar Cho pelo resto do dia.
Sentia-se como uma idiota. Procurando pela namorada do garoto que ela amava... Que ironia.
Aproveitou que quase todos estavam em Hogsmede e foi procurar por lá também. E depois que rodou a cidade toda, decidiu descançar um pouco.
Sentou-se numa rocha. Ao fundo dava até pra ver a casa dos gritos.
Ficou ali por um tempo, pensando em Harry...
...Até molhado ele era bonito. Ouviu um barulho as suas costas.
Sacou a varinha e virou-se assustada para ver quem era, mas já era tarde.
A única coisa que conseguiu ver foi um grande flash de luz vermelha, antes de desmaiar no chão frio e molhado.

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