// Confusões em Hogwarts

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Eu preciso me iniciar, em algo novo. Eu sou algo místico, histérico, gracioso, obscuro, e intensivo demais pra você entender.

sábado, 29 de novembro de 2008

Capítulo um

Edward Cullen

Vanessa chorava baixinho. Com uma das mãos sobre a face, encarava o vidro da janela aterrorizada, como se estivesse vendo a morte. E de certa forma ela tinha visto mesmo. Havia perdido o namorado Cedrico Diggory a cerca de quatro meses e a história ainda mechia com ela. Não conseguia conter as lágrimas sempre que a imagem dele vinha em sua mente. Depois de muito tempo de silêncio absoluto no vagão do trem, ela limpou o rosto e decidiu virar-se para ver o que as amigas faziam.
Lorenna – ao contrário dela – parecia bem contente. Simplesmente se divertia fazendo uma pena branca, flutuar. Estava tão concentrada que qualquer um poderia dizer que estava assistindo a uma aula.
Já Lanna, estava sentada visivelmente desconfortável, com as pernas dobradas no banco, meio escorada na janela. E no momento que decidiu não acorda-la, Lorenna soltou uma espécie de grito misturado com rosnado.
- Poooxaa!
A pena havia caído.
Vanessa limitou-se a dar-lhe um olhar decepcionado a ela, antes de virar-se para Lanna novamente.
- Ôh amiga, Lola te acordou não foi?
- Não, não. Eu já estava acordada, só estava de olhos fechados.
Lorenna resmungava baixinho, parecia até que algo a havia magoado.
- Você tá melhor Nêssa? – perguntou Lanna ignorando-a
- Tô sim amiga, não se preocupa não. Eu estou me recuperando muito rápido. Eu só tenho essas crises quando eu lembro dele.
- Mas que m...
Gritou Lorenna de repente.
- O que foi agora? – perguntou Lanna impaciente
- Agora a pena não quer mais voar! - As três se encaram por algum tempo, até se estourarem em risadas. Lorennna realmente não tinha jeito!
- Com licença?
Perguntou Harry Potter na porta do vagão.
- Harry! Como vai? – perguntou Vanessa
Enquanto Lanna sentia seu coração queimar em seu peito e seu fígado dar voltas de 180 graus.
- Bem, obrigado. – respondeu ele com simplicidade.
- O - Oi Harry. – Gaguejou Lanna.
- Er... Oi. Bem, eu só vim para avisar que já estamos chegando, e que a prof.ª Minerva mandou todos vestirem a farda.
- Ah. Obrigada. – respondeu ela timidamente.
E Harry sorriu, logo antes de desaparecer pelo corredor.
- Deveria se declarar. – Queixou – se Lorenna.
- Ah, não comece.
- Estou falando sério. Acho que ele gosta de você.
- Eu também acho. – concordou Vanessa.
- Não sejam ridículas! Vocês sabem que ele namora a Cho Chang. – protestou Lanna.
- Mas isso não significa que ele não possa gostar de você! – argumentou Lorenna.
- Vocês piraram, só pode. O Harry é meu vizinho há dez anos! Vocês não acham que se ele sentisse qualquer coisa por mim, ele já não teria dito?
- Vai ver ele tímido como você. – respondeu Vanessa.
- E além do mais, se ele te desse 100 sinais, você não veria nenhum!
E mais uma vez Lorenna fez todas se acabarem de rir.
Não demorou muito para todas chegarem a Hogwarts.
Elas se separaram e cada uma foi com uma turminha de suas casas. Geralmente na saída do trem, era um inferno. Vanessa saiu sem saber para onde as amigas tinham ido. Subiu na carruagem, levada pelos trestálios, com um grupinho de meninas afobadas, e suspeitava que elas falavam de algum garoto. Decidiu então sentar-se ao lado de uma menina mais ‘normal’.
Ela era gordinha, mas muito bonita. E ela a reconheceu como Izabella Galiza.
A verdade é que ela só a conhecia porque ela era da sua mesma sala e só sabia seu nome porque ela era sobrinha do Ministro da Magia.
- Oi Vanessa.
- Oi Bella – respondeu sem graça, tentando retribuir o sorriso dela com mesmo entusiasmo.
Poderia continuar a conversa, mas ela preferiu ficar quieta e admirar o céu. Não pôde deixar de ouvir a insistência de um aluno para ir em outra carruagem.
- Não pode fazer nada? Por favor, eu vou de qualquer outra forma! – dizia ele. Sua voz era baixa e cativante, como de uma nota musical.
- Entre logo aí, garoto! – gritou Hagrid.
Sentiu então, alguém sentar ao seu lado e automaticamente virou-se para ver quem era.
Era o garoto que reclamava. E Vanessa ficou abismada com sua beleza.
Ele era alto, com o cabelo desalinhado e arrepiado, cor de bronze. E tinha o rosto tão perfeito que chegava a ser irreal.
Se qualquer um lhe disse-se que ele era um anjo, ela acreditaria sem questionar. Consequentemente, agora ela sabia de quem as meninas estavam falando. Contudo, ele parecia desconfortável. Estava inclinado para longe dela, sentado na ponta do banco.
Desviava o rosto como se senti-se algum fedor.

A carruagem corria pela estrada de terra, e Vanessa não conseguia deixar de espiar-lo de vez em quando.
Durante todo o percurso ele não relaxou nem um minuto. Com uma postura super correta, ele nem parecia respirar.
Vestia um casaco preto com o símbolo da Lufa-lufa, e o contraste da roupa com sua pele era inacreditável!
Já que ele era pálido como o giz.
Assim que a carruagem parou, Vanessa levantou sem olhar para ele com a intenção de sair primeiro. Mas quando ela colocou os pés no chão ele já estava a quase meio metro de distância, caminhando pela estrada com outros meninos, provavelmente seus amigos.
Isabella desceu graciosamente da carruagem e a acompanhava pela estrada. Foi quando Vanessa decidiu perguntar ‘inocentemente’ se ela sabia quem ele era.
- Então Bella... E o seu namoro com o Justin Timberlake?
- Ah. Nós terminamos.
- Nossa. Que chato.
- É. Mas eu nem gostava dele tanto assim, ele que gostava de se aproveitar da minha fama de ‘Sobrinha do Ministro’.
- Hum...
Ela começava a se aproximar do castelo de Hogwarts agora.
- Bella. Você conhece aquele rapaz? – perguntou ela, apontando para as costas inexpressivas dele.
- Hum, claro. É o Edward Cullen.
- Edward... – repetiu pensativa.
- È. Ele causa esse efeito nas garotas.
- Eu... Eu nunca o vi antes.
- Simples. Você nunca o viu porque ele é quinto ano desde quando nós entramos em Hogwarts pela primeira vez.
- Mas... Isso não é possível!
- Acredite, eu não estou mentindo pra você. Ele não envelhece Vanessa. Nem tenho certeza se ele é humano... A quem diga que ele estuda aqui a mais de cinqüenta anos! Como uma espécie de Protetor da Escola, entende?
E depois disso, as duas se calaram. Vanessa tentava digerir a informação.
Seria ele realmente um anjo?
Anotando mentalmente para perguntar ao vidente Diego Pascoal, ela abandonou Isabella no meio do caminho e agora subia correndo as escadas do castelo para encontrar as amigas.
Atravessou o salão, ainda em alta velocidade, e para a supresa de todos parou na mesa da Grifinória.
- Lanna... Faz tempo que chegou? – perguntou ofegante, à amiga.
- Não. Aconteceu alguma coisa Vanessa?
- Cadê Lola?
- Ela foi ao banheiro com as ‘sonsas’ – disse com desdém.
Ninguém gostava muito das meninas da Sonserina.
- Ah.
- O que houve veey?
- Depois te conto. – disse por fim.
Deu as costas e se dirigiu para a mesa da Lufa-lufa decepcionada com o número de pessoas ao redor da amiga.
Precisava saber se aquilo era verdade.Não sabia o que tinha dado nela. Nunca foi curiosa.
Durante o jantar, não conseguiu nem comer direito.
Será que o Edward não queria subir na carruagem por causa dela?
Não.
Era muita prepotência da parte dela pensar isso.
Só existiam duas pessoas que ela sabia que poderiam confirmar o que Isabella disse.
Uma era o próprio Edward, a outra era Diego Pascoal.
No dia seguinte, a primeira coisa que fez ao acordar foi procurar Diego.
- Então. Você sabe se isso é verdade?
- Se ele não é humano? – perguntou o garoto.
Ele tinha uma magreza anormal, e olhos profundos.
- Sim. – respondeu ela
Ele fechou os olhos, respirou fundo.
Demorou alguns segundos para que ele respondesse.
- O garoto que você fala. – começou ele ainda de olhos fechados. – O tal do Edward Cullen. Ele realmente não é humano.
- Não? – repetiu Vanessa, abismada.
- Não. Mas, ele foi um dia.
- Como assim?
- Ele foi... Foi mordido por um vampiro em 1918.
Disse por fim abrindo os olhos.
Sua expressão não mudou nem por um segundo.
- Então...
- Ele é um vampiro.Não era mais uma dúvida, ou curiosidade.
Existia um vampiro entre todos na escola.
E agora existia o dilema.
Ela guardava esse segredo para ela, ou contava a alguém?
Na hora do almoço sentou-se na mesa da Sonserina apenas para conversar com Lorenna.
- Então Lola. Eu preciso conversar com alguém – começava a falar, acanhada com os olhares. A maioria dos sonserinos odiava os nascidos trouxas.
Quase todos a observavam com cara feia.
- Pode falar amiga, eu estou ouvindo. – respondeu Lorenna.
- Eu, vi um garoto aqui na escola...
- Ora, ora quem aparece por aqui... – começou Draco Malfoy. Ele chegava à mesa acompanhado por Crabbe e Justin, e tinha uma espressão de nojo na face.
- Vanessa Rodrigues. A segunda pior Sangue-Ruim da escola. É, porque ninguém supera a Granger.
- Cala a boca Malfoy. – respondeu Lorenna levantando-se.
- Me admira você Rodríguez, se associando com gente desse tipo...
- Já mandei calar a boca!
- E o que você perdeu na mesa da Sonserina mesmo?
- Já chega Malfoy! – gritou Vanessa para supresa geral - Trouxa ou não eu sou uma aluna de Hogwarts como qualquer outra e posso sentar aonde eu quiser! E agora, eu que não quero sentar aqui na sua presença.
Levantou-se, deu as costas e se retirou indignada.
- Você é um porco sabia? – gritou Lorenna para ele.
- Sério? Até ano passado você queria acasalar comigo então... – respondeu ele. Lorenna, não mecheu um músculo, mas toda mesa da Sonserina se acabava de rir.
Pegou então, um copo com suco de abóbora e jogou na face de Draco.
- Vê se cresce. – disse por fim, saindo da mesa também.
Agora todos gargalhavam dele.

Vanessa estava sentada em uma das pilastras dos corredores de Hogwarts fazendo o dever de História da magia. Lutava comsigo mesma para não lembrar da imagem de Edward.
- Eu sei. – disse alguém ao seu lado.
Ela sentiu um arrepio descer sua espinha.
Sabia muito bem de quem era aquela voz de nota musical.
Olhou para ele, com medo de não conseguir falar diante de sua beleza.
- Eu sei que você sabe. – repetiu ele.
- Sabe? – chocou-se ela (se é que fosse possível se abismar mais!)
- Vim perguntar o que você quer para não falar a ninguém.
- V-Você não vai me... Matar? – perguntou ainda com medo.
Não conseguia respirar.
- Nunca matei ninguém.
- Como não? Você é... Você, prescisa de sangue para viver.
- Caço animais. Nunca matei ninguém. – repetiu ele.
- Quantos anos você tem? – perguntou ela.
Nem ela mesma entendeu porque estava perguntando aquilo.
- Dezessete.
- E há quantos anos tem dezessete?
Pela primeira vez, sua expressão mudou.
Ele apertou os olhos, e a olhou de cima abaixo.
Parecia tentar ler seus olhos.
- Há muitos anos. – respondeu ele depois de algum tempo.
E outra vez o silêncio os emplacou.
- Você me olha de um jeito estranho... – recomeçou ela.
- Como assim?
- Como se esforçasse para me ouvir... De alguma outra forma.
Ele sorriu. Do nada, começou a andar, e a deixou lá.
Depois de um tempo sentada vendo-o lá na frente, ele virou-se e fez um gesto com a cabeça que ela imediatamente entendeu.
Levantou-se depressa, pegou o caderno e correu para perto dele.
Os dois começaram a andar calmamente pelo pátio.
- Acho que descobriu outro segredo meu.
- Qual?
- Alguns vampiros têm uma espécie de poder especial.
- Sério? – perguntou.
Ela se sentia como se estivesse em um filme.
- O meu é ler o que as pessoas pensam.
- E o que eu estou pensando agora?
- Incrivelmente, não consigo ler seus pensamentos.
- Por quê?
- Não sei. Mas aquele garoto, por exemplo... – disse apontando para um menino que os olhava de cara fechada.
Era tão pequeno que devia ser no máximo do segundo ano.
- Ele gosta de você. Está com ciúme de mim.
Vanessa sorriu.
Ela já sabia daquilo.
Estava claro que uma grande amizade, estava nascendo entre os dois.